Artigo de blog - futuro do trabalho - IT People Innovation

O futuro do trabalho é remoto ou o regresso ao presencial?

Trabalho Remoto vs. Trabalho Presencial

O futuro do trabalho é remoto ou o regresso ao presencial?

 

Tempo de leitura: ~ 3 min.

 

Com a proliferação a nível global da pandemia COVID-19, o mundo inteiro embarcou numa nova era de transformação digital. O trabalho remoto passou a ser um requisito, quer já existissem mecanismos para o fazer, quer estivessem a construídos a cada passo. Estas alterações aconteceram a uma velocidade estonteante, e superior à desejada em muitos casos, e já possível verificar que trouxe consequências permanentes, quiçá necessárias, para o entendimento de trabalho e produtividade.

 

Agora, com o regresso aos escritórios físicos no horizonte, surge a questão se deveríamos regressar de todo. A moda mais recente das redes sociais, como o LinkedIn, são «questionários», com respostas através das diferentes reações nas publicações acerca do que as pessoas preferem para o seu futuro: voltar ao escritório ou permanecer em teletrabalho.

 

Existem já várias empresas, incluindo algumas das gigantes mundiais como Google, Twitter e Facebook, que já anunciaram publicamente a sua intenção de manter o teletrabalho em permanência para quem assim o desejar. Mas, a verdade é que o teletrabalho não será, para a maioria das pessoas, uma questão de tudo ou nada.

 

Um dos factos mais relevantes que a grande experiência de teletrabalho que esta pandemia exigiu, foi precisamente a sua desmistificação. Muitas empresas já teriam estas práticas implementadas ou estariam a dar os primeiros passos neste sentido, mas a pandemia global exigiu uma adaptação total ao teletrabalho - ready or not.

E em muitos casos os resultados desta experiência foram bastante positivos. Encontrou-se uma nova confiança na realização de negócios, entrevistas, reuniões, brainstorms e tomada de decisões à distância que de outra forma estaria provavelmente ainda a alguns anos de distância.

 

Apesar de geralmente se concordar que existem inúmeras vantagens ao trabalhar a partir de casa, como não perder tempo como deslocações casa-trabalho-casa ou ter menos interrupções, há também consenso generalizado em relação a potenciais desvantagens. Para quem teve que lidar com os filhos em casa permanentemente, com o fecho de creches e escolas por exemplo, esta ainda não foi a experiência ideal de teletrabalho.

 

Há, portanto, múltiplos fatores que devem ser considerados. São exemplos disto os «novos colegas de trabalho» ao trabalhar a partir de casa assim como as condições físicas para trabalhar remotamente a tempo inteiro, apenas referindo dois de um universo quase infinito de fatores. A conclusão óbvia desta ponderação será que a avaliação do sucesso potencial ou contínuo do teletrabalho é altamente individual e ligada a fatores tão diversificados quantas pessoas estão a viver esta situação. Cada caso é um caso, mesmo.

 

O importante a reter para trabalhadores e empresas é a alteração da perceção da produtividade que é possível manter em situações de teletrabalho assim como os benefícios trazidos pela sua flexibilidade. No entanto, é também uma realidade cada vez mais presente que o trabalho colaborativo e criativo poderá sofrer com pessoas e equipas a trabalhar sempre de forma remota. É possível chegar-se a um ponto que o isolamento se torne prejudicial, em vez de benéfico, para a produtividade.

 

Genericamente, para atingir um nível otimizado de produtividade, uma pessoa necessita de recorrer a processos colaborativos, fortemente baseados na interação com colegas, que promovem simultaneamente a criatividade e coesão de equipas. Por vezes até meras distrações ajudam. Esta é parte da produtividade que é mais fácil alcançar ao trabalhar num escritório físico, com os respetivos colegas e equipas presentes.  Mas também são vitais os momentos de concentração, sem interrupções ou distrações, para produção totalmente focada, que muitos consideram mais fácil de alcançar ao trabalhar em casa.

 

Assim, para a maioria dos trabalhares o futuro do trabalho será, acima de tudo, uma questão de flexibilidade. Flexibilidade para ter o melhor dos dois mundos: remoto e presencial.

 

No regresso a uma normalidade certamente diferente da anterior, cada empresa e pessoa poderá ter uma posição diferenciada no espetro de trabalho totalmente remoto a totalmente presencial. Para as administrações das empresas e gestores de equipas, encontrar a combinação otimizada entre trabalho remoto e presencial será um dos grandes desafios da realidade do trabalho pós-COVID-19.

 

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Artigo de Opinião - Constança Santos - Regional Managing Director - IT People Innovation - Gerir em tempos de pandemia

Gerir em tempos de pandemia, as ameaças e oportunidades

Opinião | Constança Santos, Regional Managing Director

Gerir em tempos de pandemia, as ameaças e oportunidades

 

Tempo de Leitura: ~4 min.

 

Apesar de não ser a realidade de todos, trabalho remoto não era um total desconhecido para mim, e por isso, de início não foi uma transição tumultuosa passar a trabalhar a partir de casa a tempo inteiro. Ainda assim não deixou de ser uma transição, trazendo consigo alterações significativas no dia-a-dia de gerir e interagir com clientes e equipas.

 

Em momentos como o que estamos a viver, é muito importante imbuir-me do espírito da famosa frase proferida por Winston Churchill, «never let a good crisis go to waste», com o objetivo de ter presente ambos os lados da nossa situação atual. Sim, é, por um lado, é uma situação de repleta de incertezas, mas também oportunidades. É crucial conseguirmos identificar estes pontos para traçar estratégias adequadas.

 

Nas nossas atividades direcionadas a clientes, parceiros, gestão de equipas, prospeção comercial e recrutamento, em que o normal tem muito que ver com reuniões e acompanhamento presencial, todo o contacto passou a ser feito à distância. Apresentar produtos, agendar reuniões e entrevistas e, por fim, fechar vendas são das tarefas que mais têm sofrido pois muita da nossa comunicação, capacidade argumentativa e, acima de tudo, fatores de apoio à decisão se baseavam em elementos presenciais.

 

Enquanto gestores, a única forma de ultrapassar estes novos desafios e, no fundo, transformá-los nas tais preciosas oportunidades é ajustar as nossas atividades e processos à realidade de trabalho, reuniões e entrevistas à distância. Se antes havia uma certa fobia quanto à tomada de decisão à distância, no recrutamento ou venda, a situação atual veio demonstrar que isso não só é possível como é uma questão de sobrevivência para as empresas. Estamos a subir nesta curva de aprendizagem.

 

Com esta lição, torna-se inegavelmente aparente que os processos de vendas e recrutamento podem ser realizados remotamente, no mercado nacional e em mercados internacionais, abrindo-se novas portas (ou janelas?) para a concretização de vendas. Estas são as oportunidades que vejo surgir. Com uma maior confiança generalizada no desenvolvimento de trabalho remoto é possível que vejamos nos próximos tempos um aumento de equipas em nearshore, uma potencialidade com muito interesse para setor de IT em Portugal.

 

Do outro lado desta pandemia, irão emergir empresas e profissionais mais ágeis e com uma maior eficiência e assertividade em processos remotos, um processo que anteriormente prevíamos estar ainda a anos e anos de distância.

 

A nível interno, o grande desafio está em implementar a utilização generalizada de ferramentas que permitam às equipas criar novos conceitos de companheirismo e camaradagem, sejam formais ou informais, pois distanciamento não precisa de ser sinónimo de isolamento. É vital para a criatividade e produtividade de indivíduos e equipas, possuir canais que permitem às pessoas comunicar entre si, cooperar de forma fácil e organizar o trabalho colaborativo.

 

A nossa nova realidade de trabalho também apresenta benefícios relevantes para a organização interna das empresas. Muitos falam de um incremento da sua produtividade pois, por exemplo, já não perdem tempo com deslocações casa-trabalho-casa, mas como este não é um ponto consensual por inúmeros outros fatores, não será o foco.

 

Existem, no entanto, outras áreas como o desenvolvimento das habilidades digitais necessárias nos vários departamentos de uma empresa, nas quais estes benefícios são simplesmente incontestáveis. Todos tivemos que embarcar nesta transformação digital, a uma velocidade superior à desejada em muitos casos, mas o resultado final será uma evolução permanente e necessária do nosso entendimento de trabalho e produtividade.

 

Cada vez mais estamos a progredir para uma realidade em que as empresas «achatam» as suas estruturas hierárquicas e promovem a motivação e responsabilidade individual através do aumento da flexibilidade no trabalho, sem que isso comprometa os seus resultados.

 

Tendo em conta todos estes desafios, e oportunidades por estes geradas, o fundamental para quem está por um lado a gerir equipas e por outro negócios e relações com clientes é não esquecer que a parte mais importe são realmente as pessoas. E as pessoas não são todas iguais, é mais que sabido.

 

Face a alterações tão profundas no quotidiano, pessoas diferentes irão ter ritmos diferentes de adaptação assim como expectativas vastamente diferentes quanto à eficácia das novas dinâmicas de trabalho remoto. Cabe aos gestores tentar acompanhar cada um: cliente, colega ou colaborador, a cada passo. Sejam os nativos digitais que nunca mais querem voltar ou escritório ou quem mal pode esperar pela hora de regressar à rotina pré-COVID19.

 

 

 

 

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Acerca da autora | Constança Santos, Regional Managing Director

 

Regional Managing Director na IT People Innovation, Constança Santos lidera atualmente o desenvolvimento de negócio da empresa na região norte. Com este foco, fortaleceu o gosto pelo trabalho com pessoas dentro das áreas de outsourcing e nearshore de IT, onde a retenção e desenvolvimento do talento é vital e está presente no dia a dia.

Licenciada em Gestão de Sistemas de Informação Multimédia e com um MBA, acumula já cerca de 15 anos de experiência nesta área, onde os desafios humanos exigem tanta inovação quanto os tecnológicos. Foi na IT People Innovation que encontrou a cultura encorajadora e a estratégia coesa para enfrentar estes desafios diários com novas abordagens.


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Sempre acreditámos em #TalentoDeTodosOsTamanhos! 💪

 

Já quanto ao tamanho do body, não acertámos em cheio…! 😅 Mas com tempo, resolveu-se!

O pequeno cresceu e já lhe serve, e ao pai… ainda serve! 😉

 

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Feliz Dia da Mãe 2020 | 3 de maio | IT People Innovation

Feliz Dia da Mãe 2020

Nestes dias de incertezas, sabemos que há sempre algo que nunca falha: não há amor como o de mãe 💚

Esperamos que todas as mães, especialmente as nossas mamãs ITPeoplelianas, tenham tido um Dia da Mãe inesquecível, repleto de amor e carinho e sempre em segurança 🥰 🥰 🥰

Feliz Dia da Mãe!

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