Trabalho Remoto vs. Trabalho Presencial

O futuro do trabalho é remoto ou o regresso ao presencial?

 

 

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Com a proliferação a nível global da pandemia COVID-19, o mundo inteiro embarcou numa nova era de transformação digital. O trabalho remoto passou a ser um requisito, quer já existissem mecanismos para o fazer, quer estivessem a construídos a cada passo. Estas alterações aconteceram a uma velocidade estonteante, e superior à desejada em muitos casos, e já possível verificar que trouxe consequências permanentes, quiçá necessárias, para o entendimento de trabalho e produtividade.

 

Agora, com o regresso aos escritórios físicos no horizonte, surge a questão se deveríamos regressar de todo. A moda mais recente das redes sociais, como o LinkedIn, são «questionários», com respostas através das diferentes reações nas publicações acerca do que as pessoas preferem para o seu futuro: voltar ao escritório ou permanecer em teletrabalho.

 

Existem já várias empresas, incluindo algumas das gigantes mundiais como Google, Twitter e Facebook, que já anunciaram publicamente a sua intenção de manter o teletrabalho em permanência para quem assim o desejar. Mas, a verdade é que o teletrabalho não será, para a maioria das pessoas, uma questão de tudo ou nada.

 

Um dos factos mais relevantes que a grande experiência de teletrabalho que esta pandemia exigiu, foi precisamente a sua desmistificação. Muitas empresas já teriam estas práticas implementadas ou estariam a dar os primeiros passos neste sentido, mas a pandemia global exigiu uma adaptação total ao teletrabalho – ready or not.

E em muitos casos os resultados desta experiência foram bastante positivos. Encontrou-se uma nova confiança na realização de negócios, entrevistas, reuniões, brainstorms e tomada de decisões à distância que de outra forma estaria provavelmente ainda a alguns anos de distância.

 

Apesar de geralmente se concordar que existem inúmeras vantagens ao trabalhar a partir de casa, como não perder tempo como deslocações casa-trabalho-casa ou ter menos interrupções, há também consenso generalizado em relação a potenciais desvantagens. Para quem teve que lidar com os filhos em casa permanentemente, com o fecho de creches e escolas por exemplo, esta ainda não foi a experiência ideal de teletrabalho.

 

Há, portanto, múltiplos fatores que devem ser considerados. São exemplos disto os «novos colegas de trabalho» ao trabalhar a partir de casa assim como as condições físicas para trabalhar remotamente a tempo inteiro, apenas referindo dois de um universo quase infinito de fatores. A conclusão óbvia desta ponderação será que a avaliação do sucesso potencial ou contínuo do teletrabalho é altamente individual e ligada a fatores tão diversificados quantas pessoas estão a viver esta situação. Cada caso é um caso, mesmo.

 

O importante a reter para trabalhadores e empresas é a alteração da perceção da produtividade que é possível manter em situações de teletrabalho assim como os benefícios trazidos pela sua flexibilidade. No entanto, é também uma realidade cada vez mais presente que o trabalho colaborativo e criativo poderá sofrer com pessoas e equipas a trabalhar sempre de forma remota. É possível chegar-se a um ponto que o isolamento se torne prejudicial, em vez de benéfico, para a produtividade.

 

Genericamente, para atingir um nível otimizado de produtividade, uma pessoa necessita de recorrer a processos colaborativos, fortemente baseados na interação com colegas, que promovem simultaneamente a criatividade e coesão de equipas. Por vezes até meras distrações ajudam. Esta é parte da produtividade que é mais fácil alcançar ao trabalhar num escritório físico, com os respetivos colegas e equipas presentes.  Mas também são vitais os momentos de concentração, sem interrupções ou distrações, para produção totalmente focada, que muitos consideram mais fácil de alcançar ao trabalhar em casa.

 

Assim, para a maioria dos trabalhares o futuro do trabalho será, acima de tudo, uma questão de flexibilidade. Flexibilidade para ter o melhor dos dois mundos: remoto e presencial.

 

No regresso a uma normalidade certamente diferente da anterior, cada empresa e pessoa poderá ter uma posição diferenciada no espetro de trabalho totalmente remoto a totalmente presencial. Para as administrações das empresas e gestores de equipas, encontrar a combinação otimizada entre trabalho remoto e presencial será um dos grandes desafios da realidade do trabalho pós-COVID-19.

 

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